6 de maio é o “Dia Internacional Sem Dietas”

É o que as modas têm; Eles estão sujeitos a circunstâncias flutuantes. A maioria é efêmera, mas alguns permanecem com um público fiel. Acontece com as dietas, que se tornam moda: são efêmeras, não inócuas, e mudam com sorte desigual. O ruim é que criam confusão entre os cidadãos, principalmente entre alguns tipos de pacientes.

Definição de dieta

“Alimentação metódica baseada na preferência de alguns alimentos ou exclusão de outros, geralmente para fins terapêuticos, como perda de peso.” ( Dicionário da Real Academia Nacional de Medicina )

Segundo especialistas qualificados, a Nutrição, onde se estudam as Dietas, é a área da Alimentação relacionada com a Saúde.

Destacamos que neste dicionário, como na maioria, há mais de 30 verbetes referentes a diferentes conceitos e tipos de alimentação. As dietas são definidas como: absoluta, hipocalórica, suave, balanceada, hídrica, hipossódica, líquida, mediterrânea, etc.

A alimentação balanceada (equilibrada), refere-se à alimentação adequada (em variedade, tipo e quantidade) à idade, atividade física e características de cada indivíduo. É sinônimo de alimentação balanceada.

biótipos

Nas características de cada indivíduo, interessa o conhecimento do biótipo. Sua classificação é altamente discutível porque é simplista, mas pode ser um guia. Em meados do século passado, popularizaram-se os 7 somatotipos do psicólogo americano Sheldon, resumidos em três: ectomórfico, mesomórfico e endomórfico. Coincidem com os morfotipos clássicos: leptossomal (alto, magro, medroso), atlético (médio, musculoso, ativo) e piquenique (gordo, alegre).

Com essas características, de duvidosa fundamentação científica, é pedagogicamente absurdo integrar picnics em modas leptossômicas, por exemplo. Mas isso não é novo. Lembre-se do exemplo da doentia “Margarita Gautier” de Dumas, que transformou um tipo de beleza em moda no Romantismo.

Dia sem dietas

A feminista e ativista Mary Evans Young, em 1992, liderou a reivindicação feminina contra os tamanhos do mundo da Moda. Eles protestavam contra a exclusão do trabalho dos profissionais “das passarelas” que engordavam, por menor que fosse. Ele também propôs a celebração do “Dia Internacional sem Dietas” que se celebra desde então em 6 de maio de cada ano.

Um grande número de países, associações feministas, indústrias da moda, etc., aderiram a este slogan. Não nos iludamos, ainda é uma “pose” dos movimentos feministas, com um pano de fundo político e comercial, mas não de saúde. É denotado pela ambiguidade dos Objetivos do “Dia Internacional Sem Dietas”

Questionar a ideia de uma forma corporal “correta” (aspecto levado em conta pela indústria da Moda). / Conscientizar sobre a discriminação com base no peso e erradicar a “gordofobia” (feminismo ou saúde?). / Declare um dia de folga sem dietas e obsessões por peso corporal. / Destacar fatos sobre a indústria de produtos de emagrecimento (que cheira a guerras comerciais). / Lembrar as vítimas de transtornos alimentares e cirurgias para emagrecer (resulta em ações contra a “má prática”).

Em “o crédito” você pode destacar o alerta sobre excessos, dietas milagrosas, etc. Também aponta, ainda que timidamente, respeitar o morfotipo de cada um e a participação do médico. No “deve”: a denominação “sem dietas” é confusa e pode ser entendida como a negação da evidência, a dieta. A dieta absoluta é sinônimo de jejum, que pode ser interpretado como “sem dieta”. É também uma atividade do movimento feminista que discriminaria os homens. O exemplo mais visível é oferecido pelos esportes de elite (ginástica, equitação, boxe, judô, automobilismo,…) ou algumas profissões (bombeiros, policiais,…)

Dietas suspeitas

As dietas sob os mais diversos títulos, engenhosos e voltados para o marketing (dissociadas, veganas, naturais, “sem dietas”…), alertam para atividades que fogem ao controle médico-sanitário. Frequentemente, distúrbios nutricionais e psicológicos (anorexia, bulimia,…) alimentam-se mutuamente no curso de doenças crônicas não diagnosticadas ou mal diagnosticadas. A pressão social, certas profissões e modas fazem o resto.

A intrusão através de academias, “clínicas de estética”, consultas “naturistas”, etc., movimentam uma enorme quantia de dinheiro e remédios não aprovados. Basta entrar na internet e ver os milhares de anúncios de instalações luxuosas, ofertas de suplementos alimentares ou produtos de emagrecimento. Confirma as proporções desse “negócio” da saúde que frequentemente caminha no “fio da navalha” jurídico.

O “Dia Internacional Sem Dietas” nasceu para desmantelar esse sistema. Mas parece que o que ele quer é controlá-lo através do feminismo ou de outros movimentos. Os comerciais de TV chamam a atenção como “Você fez dieta e teve problemas ou um plano de emagrecimento sem resultados? Se você quiser denunciar seu caso…”. Cheira como uma guerra comercial.

dietas na cultura popular

A alimentação e a alimentação fazem parte do patrimônio popular, presente em todas as expressões humanas: religiosas, sanitárias, artísticas etc. A tradição vem normalizando sua aplicação de maneira simples, como mostra o provérbio; retirado de J. Santos ( sferasalud.com ). “Coma para viver e não viva para comer. / Quem come com sensatez, busca sua saúde. / Comer demais tira o bom entendimento (e ao contrário). / Com pouca comida, a vida é melhor. / Para quem nasce barrigudo, poucos vinte cintos são. / O mal do tordo, da cara magrinha e do rabo gordo. / Quem comeu até ficar doente, jejuou até ficar curado. / A dieta cura mais que a lanceta (sangria terapêutica antiga). / Dieta e sem prescrições e você terá saúde completa.”

conclusão

A alimentação e as dietas são de grande importância na Saúde. Mas o aspecto médico da alimentação, nutrição e dietas sobrecarregou os especialistas oficiais qualificados. Quando os protagonistas são empresários, publicitários, feministas, naturistas, etc., o aparecimento de problemas médicos frequentes nos usuários não deve surpreender. Internistas, psiquiatras, psicólogos, nutricionistas,… e Associações Profissionais, devem agir sobre o assunto.

Médico e investigador español en Esfera Salud | Ver sus artículos

Médico, microbiólogo e investigador. Fue profesor de varias universidades españolas donde dirigió Tesis Doctorales y proyectos de investigación sobre: diagnóstico, nuevos antimicrobianos, simulaciones en modelos de cultivo continuo y arquitectura de poblaciones bacterianas. Su labor, plasmada en numerosas publicaciones en revistas científicas, libros y artículos de divulgación, ha sido reconocida con diversos nombramientos y premios. En Esfera Salud, sus artículos de divulgación sobre historia y actualidad de la Medicina, están dirigidos al público interesado en temas de Salud.

LEAVE A REPLY